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PROGRAMA JORNADA FRATERNA
FORMAÇÃO BÁSICA EM ATENDIMENTO FRATERNO

ROTEIRO DE ESTUDO DOIS
Querido Irmão, Querida irmã,
Paz constante em sua vida!
      Com o presente ROTEIRO DOIS iniciamos as sugestões de estudo e reflexão baseadas no livro “Atendimento Fraterno no Centro Espírita: A Terapêutica do Cristo Consolador", cujo nome é abreviado como “livro-base”.
 
EXPLORAÇÃO PRELIMINAR DO LIVRO-BASE
Da contracapa até a página 19 (1a. ed.); até a página 24 (2a. ed.)

      Iniciando a leitura. Muitos usuários, ao iniciar a leitura ou estudo de um livro, pulam a parte inicial e vão direto aos conteúdos, ou a algo que lhes interessa mais, quando não olham primeiramente o final da história, em textos com enredo.
      Sugerimos que você se conduza de forma diferente em relação ao livro-base de nossa formação, começando por se familiarizar com os aspectos iniciais e de estruturação do livro.
     Pois que um livro publicado segundo os princípios de boa comunicação - principalmente quando vai ser utilizado de forma didática – apresenta características que esclarecem sua elaboração e identificam abordagens, gerando uma predisposição positiva aos conteúdos oferecidos à reflexão.
     Título. Examine conosco o significado do título do livro, que define sua temática: atividades de Atendimento Fraterno. A denominação “no Centro Espírita” não significa que os trabalhos são circunscritos ao espaço de um prédio, mas sim que as atividades - onde quer que sejam conduzidas sob a responsabilidade de uma agremiação espírita - devem seguir a orientação cristã que o nome implica. O subtítulo explicita que os conteúdos seguirão os princípios e métodos da terapêutica ensinada e exemplificada por Jesus e qualifica nossa visão de que o Cristo é o Consolador que a Doutrina Espírita veio vivificar no mundo. Complementando o título - na contracapa – informamos três aspectos da temática, isto é, os seus fundamentos, sua organização e sua prática.
     Dedicatórias, agradecimentos, apresentação. Esses aspectos iniciais denunciam o “tom” da obra, que pode ser percebido pelo teor das dedicatórias e agradecimentos e se evidenciar na forma como se faz as apresentações e notas iniciais.
     Estrutura. Percorra também as notas da autora. Na segunda edição encontra-se a trajetória do livro desde sua publicação e avaliações. As palavras iniciais, na primeira edição, explicam como surgiu o trabalho, a estrutura do livro e as diversas utilizações que podem ser dadas ao seu conteúdo. Depois observe como o conteúdo está organizado no sumário, apresentado logo após. Leia também a organização das seções da parte um, para ter uma visão dos objetivos gerais de cada seção.
     Notas e referências. Observe que ao longo de toda a obra são oferecidas notas que expandem o entendimento de determinadas questões ou identificam obras citadas. As notas são anunciadas por números e, na primeira edição, apresentadas por capítulos, ao final do texto principal do livro. Na segunda edição, as notas situam-se ao pé da página. Durante suas leituras, se uma determinada citação ou afirmação com sobrescrito numerado lhe despertar interesse, a leitura das notas talvez contribua para que você encontre um novo referencial para estudos. Os objetivos de cada capítulo se encontram no final do livro e são colocados no início dos roteiros de estudo.

CAPÍTULO PARA ESTUDO: 1
Conversando com Atendentes Fraternos ...
E com Aqueles que Desejam Ser...
Páginas 21 a 24 (1a. ed.) - Páginas 25 a 32 (2a. ed.)

OBJETIVO DO CAPÍTULO
Parte I: Fundamentação e Filosofia - Seção I: Motivacional
Através de uma passagem do Evangelho do Cristo, ativa, no coração daquele que se propõe a trabalhar no Centro Espírita, a vontade de se engajar no Atendimento Fraterno. Introduz o enunciado das qualidades básicas requeridas para essa atividade.

ATIVIDADES INDIVIDUAIS (prévias ao encontro do Grupo de Formação)
Leia o capítulo todo (são somente quatro páginas), sem interrupções, prestando atenção às suas reações aos conteúdos expressos. Depois de ler, exercite suas reflexões sobre o texto, respondendo para si mesmo as questões abaixo e refletindo sobre os comentários adicionais incluídos nos tópicos deste roteiro. Anote suas respostas para compartilhar com o seu Grupo de Formação.

1. Quais sentimentos e pensamentos lhe ocorreram quando leu o tópico onde Jesus pergunta àqueles que seriam depois seus discípulos: “Que buscais”?
2. Você se imaginou, como sugerimos, na presença de Jesus – e Ele lhe fazendo essa pergunta? Percebeu algum "eco" em seu coração e em seus ideais espíritas ao ler nossa sugestão de um tipo de resposta possível, caso isto acontecesse? Seja como for, volte ao texto e releia a resposta e deixe que as suas vibrações repercutam em todo o seu Ser.
3. Você percebe com clareza o que o impulsiona a se tornar voluntário para o trabalho na Seara do Cristo? Quais as suas motivações íntimas ao fazer essa oferta de seu tempo e esforço? Ou seja: “O que você busca?”
4. Como você percebe a afirmativa de que o trabalho do Atendente Fraterno é uma honra à qual corresponde uma responsabilidade? Concorda; discorda? Como você vê cada uma delas (a honra e a responsabilidade), no contexto do seu trabalho espiritual e na sua vida?
5. Como você se sente ao perceber que está sendo chamado a realizar uma jornada de “discípulo de Cristo”? Você se sente confortável (ou não?) ao se colocar intimamente como um “discípulo do Cristo”?
6. Pense no significado de “discipulado cristão”. É assim que estamos definindo a sua trajetória de preparação para o atendimento fraterno com o Cristo. Confira sua resposta íntima ao item anterior e reflita sobre os comentários abaixo. Compare com seus pensamentos e vivências.

Podemos nos considerar “discípulos do Cristo”?
Tempos atrás realizamos uma pequena experiência: fizemos essa pergunta a um bom número de espíritas e uma resposta frequente foi:
“Quem sou eu, para ser ‘discípulo do Cristo’?”

     Agora considere: essa postura seria uma expressão de humildade? É razoável ou pertinente que nos consideremos incapazes de merecer esse título, na atualidade?
      Ou o nosso acanhamento advém da comparação que fazemos com os primeiros discípulos? Consideremos, sim, as devidas proporções em relação à posição espiritual daqueles que foram chamados a acompanhar Jesus de perto em sua missão. No entanto, lembremos que foram muitos os que decidiram segui-lo, tocados por sua mensagem. Jesus mesmo afirmava ter vindo para todos, sem exceção.
      É bem verdade que, depois do testemunho de Jesus na cruz, os doze discípulos mais chegados a Ele se tornaram seus apóstolos - inclusive Matias, escolhido para substituir Judas Iscariotes. Vejamos, então, o significado de apóstolo (grego "apostellein"): enviado, mensageiro, embaixador, representante autorizado. E, de fato, eles se dedicaram inteiramente à missão de propagar a mensagem cristã e tanto a defenderam que todos - exceto João Evangelista - morreram em nome dela.
      Mas não somente os doze primeiros - ou mais algum excepcional da primeira hora, como Paulo - se destacaram na missão apostolar. Foram muitos os homens e mulheres comuns, do povo, que exemplificaram os ensinamentos de Jesus nos primeiros tempos. Seu engajamento na obra do cristianismo nascente foi feito livremente, por uma escolha pessoal. E a história nos conta que desde aquela época até os dias de hoje, novos discípulos do Cristo – por força de seu ideal, vontade, perseverança e amor - têm se dedicado a divulgar sua mensagem e exemplificam muitas das suas lições, conquistando merecidamente a denominação de “apóstolos”.
     Quanto ao discipulado, nosso Mentor, o Espírito Isidoro, há anos nos disse algo que vale uma boa reflexão. Ele afirmou que se nos acharmos imperfeitos demais para nos definirmos claramente como discípulos de Jesus, na verdade não estamos sendo humildes, mas exercitando nosso “orgulho de ser humilde”. O que vem a ser orgulho mesmo, simplesmente - e falsa humildade - pois denota a nossa hesitação em assumir as responsabilidades correspondentes à posição de aprendizes do Mestre.
     Bem sabemos que tornar-se espírita significa aprender a reviver o cristianismo original. No entanto, podemos até nos lembrar de outra expressão comum entre nós: “Estou tentando ser espírita”. Como se fosse denotativo de esforço meritório reconhecer que ainda não assumimos a Doutrina Cristã, mas estamos apenas “nas tentativas”.
      Nossas posições internas se desenvolvem a partir de como as definimos e praticamos. Definir-se claramente sobre uma questão move as energias pessoais neste sentido. Ao contrário, como se diz popularmente, podemos “ficar em cima do muro”, portanto prontos para pular para um lado mais conveniente quando for requerida uma definição de nós mesmos demonstrada na prática.
     Assim, estamos desafiando você neste momento a assumir-se integralmente como discípulo do Cristo, tornando claro para si mesmo o que a honra dessa posição implica e quais responsabilidades conscientes devem ser aceitas e assumidas integralmente, na concepção e na prática.
     Em suma, para fazer uma opção pelo “discipulado cristão” necessitamos aceitar com naturalidade que ainda não assimilamos todas as lições do Cristo e que temos alguma dificuldade em desempenhar algumas delas, mas que merecemos receber boas “notas” em outras já aprendidas e, sobretudo, que nos propomos a trabalhar para receber “menção honrosa” por compreender e praticar aquelas que nos forem sendo apresentadas. Esse o desafio! Você aceita?

7. Prossigamos ao tópico seguinte do capítulo: os requisitos básicos para ser um Atendente Fraterno. Verifique novamente quais são as tarefas de aprendizagem e as práticas a serem desenvolvidas para o trabalho. Faça uma programação pessoal para realizá-las em sua vida, primeiramente em termos de propósitos e depois em termos de práticas. Se você verificar que lhe faltam ainda alguns elementos importantes, planeje como irá suprir essas lacunas na sua preparação. Participar desta formação pode ser um dos passos importantes, pois ela lhe abrirá horizontes diversos para expandir seus requisitos básicos.

8. Agora, reflitamos sobre o tópico da vocação. Você se sente vocacionado para esta tarefa?

 Comentários sobre a vocação para Atendente Fraterno. Segundo as definições de nossa língua, “vocação” (latim: "vocare" = "chamar") – significa possuir uma tendência ou habilidade combinada com o desejo de seguir determinado caminho; é um talento, uma aptidão natural para realizar algo que traz prazer.
      Temos por expectativa que você entre em contato, ao longo do texto do livro-base, com sua vocação. Neste caso, você sentirá uma resposta interna de aquiescência e prazer em relação aos conceitos e práticas da área espírita do cuidado com o próximo. Se já pratica o atendimento - e descobrir que algo deve mudar em si mesmo e/ou em suas práticas - o fará sem grandes resistências internas. Além disso, você poderá aprender conceitos novos e, talvez, transformar entendimentos e atitudes.
      No entanto, é preciso deixar anotado que existem algumas qualidades básicas que não são passíveis de serem ensinadas de momento, através de um curso. Porque algumas qualidades, se não estiverem presentes em sua personalidade atual, como conquista de seu espírito, dificilmente poderão ser desenvolvidas por esse programa de aprendizagem, pois dependem de um trabalho de reforma íntima profunda.
      Voltaremos a essa questão, devido à sua importância. Adiantamos, porém, que se você é vocacionado para cuidar de pessoas no atendimento, apresenta algumas características naturais à sua personalidade social, como, por exemplo: respeito pelo próximo; comportamento não ditatorial, isto é, não tem propensão a estar sempre em luta para impor seus desejos e ideias, custe o que custar; é capaz de compreender o erro humano, sem posturas condenatórias e punitivas; e sente desejo e prazer em auxiliar o próximo a se realizar e a crescer na solução própria de suas dificuldades e sofrimentos.

ATIVIDADES NO GRUPO DE FORMAÇÃO
     Sugerimos que se siga os itens da orientação sobre “Dinâmica dos Encontros do Grupo de Formação”, explicitada na página “GRUPOS DE FORMAÇÃO”, neste site. Menu: “Formação em Atendimento Fraterno”.

MENSAGEM INSPIRADORA:
“Chamados e Escolhidos”.
(Espírito Bezerra de Menezes)
A mensagem integral encontra-se na página “MENSAGENS INSPIRADORAS”, neste site. Menu: “Formação em Atendimento Fraterno”. Pode ser baixada pelo usuário.

SUA PRÓXIMA TAREFA

     Tomar conhecimento e realizar as atividades individuais do “ROTEIRO TRÊS” antes do encontro do seu Grupo de Formação no qual ele vai ser focalizado.
 
ESTEJA SEMPRE NA PAZ DO DIVINO MESTRE !

copyright@ NEUZA ZAPPONI-MELLO, 2016

CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Neuza Zapponi de Mello

     Escritora; palestrante; facilita cursos de autotransformação (reforma íntima) e formação de trabalhadores espíritas. Filiações de trabalho: Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) e Comunhão Espírita de Brasília. Profissional por quarenta e sete anos em Psicologia e Educação. Vasta experiência no atendimento a pessoas em sofrimento profundo (perdas, traumas, crises severas, doenças graves). Professora-doutora aposentada da Universidade de Brasília (UnB). Ex-professora da University of Texas (USA).

MULTIPLICADORES DE FORMAÇÃO
Luiz Fernando Marques
Márcia Elise B G Almeida
Moisés Shalon G de Almeida
Rívea F Maia
Ruth Meireles Daia

 FEDF (DAE) – MEMÓRIA 10 ANOS: 2006-2016
FORMAÇÃO DE TRABALHADORES EM ATENDIMENTO FRATERNO
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