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TEMÁTICA: DEPRESSÃO
CONCEITOS BÁSICOS PARA A
COMPREENSÃO DA DEPRESSÃO

       Nas mais diversas épocas, regiões ou etnias da Terra sempre existiram seres humanos em depressão. As estatísticas demonstram também que a depressão ocorre tanto na vida daquelas pessoas consideradas comuns, como na daquelas que alcançaram reconhecimento pelo seu talento especial, acompanhado muitas vezes de fama e riqueza.
       Por exemplo, biografias de pessoas famosas como o músico compositor alemão Ludwig Van Bethoven (1770-1827); o pintor Vincent van Gogh (1853-1890); o escritor Ernest Hemingway (1899-1961); o cientista e inventor brasileiro Santos Dumont (1873 – 1932); e, mais recentemente, o ator americano Robin Williams (1951-2014) demonstram que - embora a diversidade das suas histórias de vida – todos eles penetraram os meandros da profunda tristeza e infelicidade pessoal que caracterizam a depressão. E, com ela, sentiram a desesperança e a perda do significado de suas vidas.
     Em uma trágica correlação, observamos também que um grande número de depressivos termina suas existências pelas vias do suicídio.
     Trata-se, portanto, de uma das mais sérias questões de saúde física, mental e espiritual da humanidade, razão pela qual é importante que tenhamos uma visão de como entendê-la, pelo menos em seus aspectos conceituais mais básicos. É o que focalizamos na síntese que se segue.

DEPRESSÃO: COMO ENTENDÊ-LA?
      O entendimento do que seja a depressão, sua conceituação, suas causas e os tratamentos recomendados têm variado ao longo do tempo. Atualmente é considerada como o resultado de uma interação complexa de fatores biológicos, psicológicos, sociais e espirituais.
     Os diferentes modos de ver e estudar o depressivo direcionam a conceituação, os cuidados e os recursos que são utilizados em seu tratamento.
      Nesta síntese, distinguimos dois tipos de visão do que seja a depressão: a visão médica e a visão espiritual. Para esta segunda visão nos baseamos em conhecimentos e práticas da Doutrina Espírita, que nos interessam mais de perto, uma vez que é sobre suas bases conceituais que atuamos no Atendimento Fraterno a depressivos, no contexto de nossos Centros Espíritas.

 A VISÃO DA CIÊNCIA: O “OLHAR” BIO-PSICO-SOCIAL
       A medicina caracteriza a depressão como um “transtorno afetivo”, ou seja, uma doença do afeto.
      UMA VISÃO MÉDICA DA DEPRESSÃO
“Alteração acentuada de humor, com baixa atividade geral, causadora de desesperança, sofrimento interno profundo, ausência de fé em si próprio, na vida e em Deus” (Médico Célio Allan Kardec de Oliveira, em palestra na Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte - AME/BH).

     A VISÃO MÉDICO-DIAGNÓSTICA DO ESTADO DE DEPRESSÃO
      Apoia-se em um conjunto de dados sobre a pessoa, incluindo:
A probabilidade de ocorrência da depressão na vida da pessoa: a partir do número de incidências de familiares depressivos na família consanguínea, demonstrando a vulnerabilidade genética.
A correlação por mensuração: existência de desequilíbrio hormonal no organismo e alterações químicas no cérebro (problemas nos neurotransmissores, com baixas medidas de elementos como noradrenalina, serotonina, dopamina, dentre outros).
Os eventos da vida da pessoa: estresse, perdas, traumas...
Sintomas psíquicos e comportamentais e a extensão de sua manifestação na vida da pessoa. Exemplos:
 Falta de energia; cansaço fácil
 Falta de prazer e alegria de viver
 Afastamento social; ideação suicida
 Impaciência, agressividade, intolerância, tristeza (mais de duas semanas consecutivas)
 Pessimismo, baixa autoestima, falta de sentido na vida, sensação de inutilidade, fracasso.

FOCO DO TRATAMENTO MÉDICO
A partir dos sintomas identificados, são oferecidos tratamentos que têm por finalidade amenizar ou controlar os mesmos.
 
VISÃO ESPÍRITA: O “OLHAR” PSICO-ESPIRITUAL
      A visão Espírita da depressão considera o contexto da alma imortal, em processo de encarnação, dentro de uma trajetória evolutiva contínua. Como tal, as causas prováveis do sofrimento de uma determinada pessoa não ficam circunscritas a esta encarnação. O ser humano é visto como um campo vibratório composto de qualidades conquistadas nesta e em outras existências (energias que fluem saudavelmente); qualidades a desenvolver (potenciais de seu espírito imortal); e energias congeladas a desbloquear (núcleos de energias psíquicas que não fluem, oriundas de aprendizados malogrados ou não concluídos, portanto causadoras de mal-estar).
 
      UMA VISÃO ESPÍRITA DE DEPRESSÃO
“A depressão pode ter um componente genético, mas a origem do mal está no espírito que, ao reencarnar, imprime na estrutura física algo de sua maneira de ser, resultante das experiências do pretérito, combinando no automatismo reencarnatório elementos hereditários compatíveis. Devemos, sim, tratar dos efeitos no corpo, buscando a medicina da terra, mas é preciso, sobretudo, tratar das causas no espírito, buscando a medicina do céu”.
(Richard Simonetti – Revista Reformador de setembro de 2008).

     
       A VISÃO ESPIRITUAL DO ESTADO DE DEPRESSÃO
Para o Espiritismo, a depressão em si mesma representa um sintoma de causas espirituais de composição única em cada indivíduo. Essas causas podem envolver dois tipos principais de fatores:
1. Os fatores internos da alma ou fatores consequenciais e
2. Os fatores externos à alma, ou fatores circunstanciais que interagem com a composição existencial única da pessoa em particular.

       CAUSAS INTERNAS: CONSEQUENCIAIS
Os fatores internos na causalidade da depressão são aqueles considerados como consequência das vivências da alma, desta ou de outras encarnações. Podem ser de três tipos:

1. Memórias torturadas: vivências infelizes ou comprometedoras do passado que repercutem no campo físico-espiritual, gerando:
No campo fisiológico: vulnerabilidade devida a material genético comprometido, gerador de desequilíbrio orgânico (herança de si mesmo, através dos registros do perispírito).
No campo mental-emocional: ideações e sentimentos perturbadores armazenados na alma, como a consciência de culpa, a tendência à tristeza crônica e as reações de inconformidade, vitimização, pessimismo, revolta ...

2. Padrões mentais cristalizados: ideações fixas acompanhadas dos correlatos emocionais e energéticos.
Visão de mundo com foco no que falta; na carência; no que não está dando certo.
Visão de si mesmo como alguém sem valor; incapaz; não merecedor; sem escolha.

3. Processo obsessivo por atração espiritual
Relações espirituais conflitantes: afinidade desequilibrada ou débito com outro(s) Espírito(s) – desta ou de outras vidas – situações de apego e/ou vingança.
Uso inadequado ou equivocado da mediunidade: afinidades deletérias com o mundo espiritual.
Ausência de trabalho no bem, ocasionando ligações por afinidade de conduta com entidades espirituais frívolas ou equivocadas.

CAUSAS EXTERNAS: CIRCUNSTANCIAIS
As causas por fatores externos circunstanciais envolvem reações a situações e ocorrências desta encarnação, principalmente as decorrentes do momento planetário - composto de intensas vibrações das mudanças de plano evolutivo do planeta Terra - e da cultura e valores sociais vigentes, com foco nas coisas exteriores, na posse transitória de bens materiais e nos recursos artificiais de relacionamento com os outros e a vida.

CAUSAS EXTERNAS: EXISTENCIAIS
Reações prolongadas de sofrimento profundo, geradores de depressão, por situações sentidas como de PERDA. Constituem mudanças, separações e acontecimentos existenciais não desejados, fora do controle da Pessoa, que são convertidos em luto de duração indeterminada, sem resolução (depressão reativa).
 
CAUSAS ESPIRITUAIS: SAUDADES DA PÁTRIA MAIOR
Allan Kardec incluiu no capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo a mensagem do Espírito François de Genève. (Bordéus), que focaliza um tipo singular de depressão, então denominada “Melancolia”. A mensagem inclui o diagnóstico das causas desse tipo de melancolia e orientações para sua superação.

“Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungindo ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele.
Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
Crede-me, resisti com alegria a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhes pertencem, para vos instruírem a respeito da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra”
(Em "Bem-Aventurados os Aflitos", item 25).

FOCO DO TRATAMENTO ESPIRITUAL DA DEPRESSÃO
   O tratamento da depressão sob a visão Espírita focaliza o acolhimento evangélico do ser em sofrimento, a compreensão de sua situação existencial única e o oferecimento de recursos para mudanças na relação da Pessoa para com a Vida.
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CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Neuza Zapponi de Mello

     Escritora; palestrante; facilita cursos de autotransformação (reforma íntima) e formação de trabalhadores espíritas. Filiações de trabalho: Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) e Comunhão Espírita de Brasília. Profissional por quarenta e sete anos em Psicologia e Educação. Vasta experiência no atendimento a pessoas em sofrimento profundo (perdas, traumas, crises severas, doenças graves). Professora-doutora aposentada da Universidade de Brasília (UnB). Ex-professora da University of Texas (USA).

MULTIPLICADORES DE FORMAÇÃO
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 FEDF (DAE) – MEMÓRIA 10 ANOS: 2006-2016
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