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EM ATENDIMENTO FRATERNO PELO DIÁLOGO
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CUIDADOS QUE AUXILIAM A TRAVESSIA DO SOFRIMENTO

Caro Atendente,

        Lembramos que, no atendimento à pessoa em sofrimento você deverá seguir todos os procedimentos metodológicos e práticos que estudou na Formação Básica. Em complemento, sugerimos algumas ações que você poderá indicar para o Atendido para que ele se ajude a atravessar o sofrimento profundo.Colocamos também ao final desta seção quatro lembretes sobre Atendimento Fraterno, retirados do livro-base da Formação.

SUGESTÕES DE AUTOCUIDADOS
PARA PESSOAS EM SOFRIMENTO

         Em algum ponto oportuno do diálogo você poderá sugerir para a Pessoa Atendida:
Que ela mude o foco de atenção para si mesma, para seus sentimentos, sugerindo que ela se acolha, se escute, entre em contato com seu coração (cuide de si).
Isto é importante porque, como falamos anteriormente, o foco da Pessoa em sofrimento costuma ser para fora de si mesma, para o factual, para o acontecido, para os elementos de seu sofrimento, com ideações recorrentes. O contato consigo mesma e seus sentimentos, o propósito de se acolher, de se cuidar, além de altamente consolador, inicia o processo de superação. Porque somente através da cura dos sentimentos ela poderá atravessar construtivamente o que a aflige.
A mudança de foco poderá se iniciar com uma pergunta sua, além daquelas já sugeridas no livro-base em relação aos sentimentos: “O que você tem feito por si mesmo? Como você tem cuidado de si mesmo no meio disto tudo que você me contou”?
Que ela se trate com compaixão: com compreensão e paciência com seu sofrimento, com suas sensações, sentimentos e pensamentos.
O sofrimento é um processo, uma passagem por um complexo de reações que se curam gradativamente, através de cuidados amorosos contínuos, como uma ferida física que necessita de tempo para ir cicatrizando e criando novas camadas de tecidos saudáveis que vão curando o ferimento de dentro para fora... Você pode enunciar este conceito para a Pessoa, mencionando essa comparação da cura do sofrimento emocional com a cura de uma ferida física.
Que ela se ligue às forças espirituais da Vida (dialogar sobre formas possíveis)
Como no Atendimento Fraterno auxiliamos pessoas das mais diversas denominações religiosas, você pode abordar este item perguntando à Pessoa Atendida sobre suas crenças, se ela acredita na existência de forças espirituais e quais. Com muito respeito, a partir do que foi informado, sugira que ela se valha dessas forças para auxiliá-la a atravessar o sofrimento. Conversar sobre o que acredita que seria de maior auxílio espiritual para ela. Indicar que é necessário que ela se pacifique (se tranquilize) sempre que for pedir o auxílio (orar), para que as forças espirituais tenham acesso ao seu campo vibratório pessoal. E que, se puder, se sentir confiança para tal, não peça por algo específico, mas que peça para ser ajudada da forma que for melhor para seu destino maior.
⇒ Que ela busque ajuda, recursos que estejam disponíveis, aconchego de fontes amorosas para se amparar.
Será bom recomendar que a pessoa se afaste de pessoas e circunstâncias negativas, acusadoras, autoritárias ou frívolas, pelo menos nesse período de maior sofrimento.
⇒ Que ela se lembre de cuidados básicos com o corpo físico.
Geralmente a pessoa se descuida do corpo e de práticas saudáveis, quando o sofrimento é profundo. Lembre à Pessoa que o sofrimento representa um grande desgaste físico e que se ela cuidar de seu corpo se sentirá melhor, pois que não há como fugir da interação corpo-mente-sentimentos.
⇒ Que ela preserve as estruturas de sustentação de sua vida, deixando grandes mudanças para período mais calmo, quando suas forças e clareza de objetivos retornarem.
É comum as pessoas tentarem fugir ao sofrimento planejando grandes mudanças – algumas até mesmo radicais – em sua vida. Este impulso deve ser contido, pois que o sofrimento está dentro da pessoa e não a abandonará enquanto ela não conseguir a reorganização de seu cosmo pessoal. A desestruturação da vida além daquela que o sofrimento já está ocasionando somente aumentará o sofrimento e a sensação de insegurança que existe no momento sofrido.
⇒ Sugerir que ela aceite as próprias limitações e limites e pratique a autoindulgência.
O sofrimento profundo desorganiza e desequilibra a mente, as emoções e o corpo físico. Muitas pessoas ficam exasperadas com sua queda de produtividade, com seus medos e sua sensação de impotência e partem para a autocondenação. Exigem-se mais do que é possível naquele momento, muitas vezes ocasionando consequências danosas para seu bem-estar futuro. Enfatizar que o sofrimento é uma ferida que necessita de acolhimento, cuidados e convalescença para ser curada.
⇒ Encaminhar a Pessoa a todos os recursos da Doutrina Espírita indicados ao seu caso.
A pessoa buscou auxílio na Casa Espírita, portanto você deverá encaminhá-la aos recursos disponíveis na instituição. Utilize a “Ficha de Recomendações Gerais” constante do livro-base Atendimento Fraterno no Centro Espírita: A Terapêutica do Cristo Consolador, Cap. 26 (Na página 279, na primeira edição e na página 379, na segunda edição) e recomende, explicando, que ela procure desenvolver as atividades listadas que lhe forem pertinentes, além de encaminhá-la a outras que sejam indicadas para sua temática específica.

LEMBRETES DE ASPECTOS DO ATENDIMENTO FRATERNO
PELA TERAPÊUTICA DO CRISTO

Lembrete um:
 
Lembrete dois:
 


Lembrete três:
 

Lembrete quatro:
 
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© 2017 copyright@ NEUZA ZAPPONI-MELLO

CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Neuza Zapponi de Mello

     Escritora; palestrante; facilita cursos de autotransformação (reforma íntima) e formação de trabalhadores espíritas. Filiações de trabalho: Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) e Comunhão Espírita de Brasília. Profissional por quarenta e sete anos em Psicologia e Educação. Vasta experiência no atendimento a pessoas em sofrimento profundo (perdas, traumas, crises severas, doenças graves). Professora-doutora aposentada da Universidade de Brasília (UnB). Ex-professora da University of Texas (USA).

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